quarta-feira, 1 de novembro de 2017

10 citações para você refletir


foto: arquivo pessoal … Quem não gosta de acordar, olhar para o lado e ler aquela frase perfeita para inspirar o dia, ou mesmo para refletir?
Todos os dias, tento aprender algo que me faça ter uma visão maior da vida e da beleza que esse universo possui, mesmo na correria precisamos ler algo que nos mude, nos faça crescer, e nos deixe bem. Essa semana reuni dez frases que ultimamente tenho lido e me encheu de pensamentos criativos, inspiradores, corretos e alegres.
10- “ Em vez de se tornar um homem de sucesso, tente tornar-se um homem de valor ” — Albert Einstein
9- “ Não se combate ódio com ódio, mas sim com amor ”. -Buda
8- “ Se fiel nas pequenas coisas, porque é nelas que sua força reside ” — Madre Teresa
7- “ O silêncio é uma fonte de grande força. ” — Lao Tzu
6- “ Lembrar que você vai morrer é a melhor maneira que eu conheço para evitar a armadilha de pensar que temos algo a perder. Você já está nu. Não há razão para não seguir o seu coração. ” — Steve Jobs
5- “ Todo mundo que já tomou uma ducha teve uma ideia. É a pessoa que sai do chuveiro, se seca e faz algo sobre isso que faz a diferença. ” — Nolan Bushnell
4- “ Antes de diagnosticar a si mesmo com depressão ou baixa auto-estima, primeiro tenha certeza de que você não está, de fato, cercado por idiotas. ” Sigmund Freud
3- “ Isso de querer ser exatamente aquilo que a gente é ainda vai nos levar além. ” — Paulo Leminski
2- “ Se você pode sonhar,você pode fazer. ” — Walt Disney
1- “ A lei da mente é implacável. O que você pensa, você cria; O que você sente, você atrai; O que você acredita. Torna-se realidade. ” Buda

quarta-feira, 25 de outubro de 2017

O equilíbrio da vida na patinação no gelo


Começo desse ano fui patinar no gelo com minhas amigas. Eu que não sei nem patinas na terra asfaltada, peguei coragem e fui.
Estudei o lugar primeiro, as pessoas, já estava com coragem.
Peguei o patins, coloquei os equipamentos de proteção e claro entrei na pista quase tomando um escorregão.

Apareceu um moço, me deu a mão.
Ele disse que devia colocar meu corpo no meio e andar, primeiro um pé, depois o outro e assim eu iria me dar bem.
Engraçado como tudo na vida temos de ter um certo equilibrio neh? Naquele momento tive de esvaziar minha mente, concentrar no meu corpo, no chão, no gelo e no patins.
Afinal de contas, não é isso que fazemos quando queremos algo? Nos concentramos e dedicamos custe o que custar?
O moço simpático soltou minha mão e eu fui… patinando meia hora sem cair, até porque se eu caísse ia me levantar. 

O gelo, eu, o patins, os equipamentos formavam a união da diversão.
Com equilíbrio nos pensamentos e com a vontade de aprender tudo se torna possível.

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

3 maneiras de evitar o negativismo


Todos nós conhecemos, ou mesmo já fomos, aquelas pessoas que colocam a culpa no outro, no passado ou no momento para justificar certas coisas e até mesmo certos vícios, porém não podemos deixar que essas energias tomem conta do nosso caminho.
Devemos perceber que apesar de tudo acontecer por algum motivo, cabe somente a nós definirmos a nossa vida.Pensando nisso, trouxe três dicas que aviso todos ao meu redor que evita o negativismo.
Se aceite
aceitar a maneira que somos às vezes tende ser um esforço, porém é preciso entender que reconhecer e se aceitar é uma necessidade. Não devemos negar o que sentimos assim como também não nos suprir por algo, é normal ter emoções a flor da pele e se aceitar da maneira que é, se torna um grande passo para sua felicidade.
Afirmações positivas
Uma vez fazendo o mapa astral lembrei que o universo não entende a palavra “não” então devemos fazê-lo de maneira bem positiva como se já tivéssemos conseguido algo. O que dizemos transformam nos mesmo e o mundo, então ao invés de dizer ‘não vou conseguir” diga “vou conseguir” porque afinal de contas, criamos o que pensamos.
Empatia
Porque não tratar os outros bem? ou então como gostaria de sermos tratados? Não tem nada haver que vamos depois ser abençoados por isso, e sim porque acaba promovendo a nós mesmo um bem estar emocional. Ajude, ensine, sirva e compartilhe. Acredite que isso lhe trará um bem mental e de alma forte.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Quase indo embora com o circo


Arte Andarilha é uma dupla super divertida que canta, conta historia e faz atividades circenses com as pessoas de diferentes faixas etárias.
No FDI 2017, tive a oportunidade de participar dessa oficina incrível que me ensinou malabari, pirâmide de gente e truques bem legais, parecido com mágica.
É interessante notar o poder energético que um circo tem. Ele além de levar alegria para as pessoas, estando fazendo parte de um espetáculo você tem a capacidade de se concentrar só naquele momento e esquecer todo o resto que acontece la fora.
É como se cada atividade exigisse um esforço que você nem imagina ter, uma força que te faz ver melhor o outro e a si mesmo, a compreender a força do outro e principalmente a sorrir mesmo que tudo esteja turbulento.
Lembro que minha amiga disse que não imaginava que uma oficina de circo fosse distrair ela tanto que distraiu, é uma coisa que deveria ser vivenciada por nos desde crianças.

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

O mundo é muito bonito


-Devia anotar isso que disse
- que o mundo é bonito?
- Sim, escrever em algum lugar, porque é muito bonito seu pensamento.
Eu estava no espaço astronômico da UFMG, vendo uma das maravilhas desse universo. Quando soltei a frase “o mundo é muito bonito”, um moço disse que eu devia anotar porque era uma frase bonita. Não anotei, mas guardei dentro de mim.
Em cada andar do lugar, tem uma coisa diferente que nos remete a magia que esse mundo possui. Lembro de ter passado por um tipo de maquete de papel, feito, ao que sei por um professor da UENG. Nessas maquetes maravilhosas contava-se as diferentes histórias de como teria surgido a vida nesse planeta.
Fiquei maravilhada com a capacidade do seu humano de criar algo tão bonito com o papel e também com a capacidade de estarmos sempre construindo histórias para explicarmos como viemos parar aqui.
Em outro lado da exposição, tinha algumas amostras de terra, não sentíamos com a pele, apenas cheirávamos. É incrível como possuímos a capacidade de respirar e sentir o cheiro da terra mas nunca damos valor a isso. A terra em cada lugarzinho tem um cheirinho diferente, em cada partezinha do planeta ela tem uma função maior. Você, por exemplo, sabia que algumas árvores no Brasil demoram metade de um ano para crescer e dar seus frutos em relação a outros países?
Mas a excursão não parou por ai, teve barulhinhos de chuva, fotos e materiais de outros tempos, e uma infinidade de coisas para perceber que o mundo é mesmo muito bonito.
Bonito demais eu diria. O fato de estarmos aqui, o fato de comer, respirar, sentir, viver sem saber ao certo como surgimos é de uma beleza tão grandiosa que chega a ser misteriosa.
O mundo é bonito, e talvez o moço tenha pedido para anotar porque naquele momento ele também estava percebendo isso.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Deus e o diabo na terra do sol

 

Deus e o diabo na terra do sol é um filme escrito e dirigido por Glauber Rocha, um cineasta Baiano nascido em 14 de março de 1939 em Vitória da Conquista. Esta produção foi ganhadora de prêmios internacionais e é uma marca representativa do cinema novo que procurava abandonar o cinema dos estúdios e realizar um “cinema de verdade” retratando as questões sociais e culturais do Brasil.

O filme narra a história de uma casal sertanejo, chamados Manoel e Rosa. A narrativa toma uma maior importância quando Manoel é explorado por um outro personagem a quem denomina-se Coronel, um homem que aparenta ter muitas terras e que vive no poder político da região.

Tudo muda quando Manoel acaba se revoltando com o coronel e o mata, perseguido pelos outros, ele e sua esposa Rosa fogem e acabam encontrando um beato chamado Sebastião, esse promete o fim do sofrimento de Manoel através de rituais católicos. Com o passar do filme o beato acaba sendo morto por Rosa e a partir desse momento o filme começa a tomar outros rumos inesperados.
O filme inicia-se mostrando a seca do sertão, bichos mortos, grande números de mosquitos sobre esses cadáveres de animais, terra rachada indicando a falta de água no lugar e o personagem Manoel que em um primeiro momento parece já acostumado com essa situação e com o local.

A narrativa segue e logo vemos um pequeno grupo religioso fazendo um tipo de ritual que a religião permite, Manoel chega perto mas vemos que os personagens não chegam a dar muita atenção e continuam seguindo o seus caminhos. Quando ele chega em casa conta para a esposa, e esta que trabalha socando o que parece ser para fazer farinha não lhe dá atenção, ele vai ao encontro com a mãe e essa também não parece está comovida.

Logo, temos uma parte mostrando um detalhe da comida, parece ser uma farinha de mandioca em que os próprios personagens preparam para se alimentar. Durante este percurso no filme vemos que existe um detalhe em especial quando nos é mostrado a máquina de fazer a farinha, uma espécie de roda que nos passa a sensação de que eles estão sempre acostumado com aquilo, uma questão de rotina que é seguida todos os dias.

Entendemos pela expressões dos personagens que aquilo não parece ser novidade, é uma qualidade de vida que não tem como fugir, apenas aceitar e sobreviver.

O filme toma partida quando Manoel decide entregar as vacas do coronel e tentar ganhar um pouco do que seria pagamento pelo serviço. Vemos que ele vai até o que parece ser centro da cidade, porém com pessoas não muito diferente dele, todas com vestimentas simples, uma música ao fundo demonstrando uma animação que não nos é passada até então e um encontro do que seria o começo da trama.

Quando Manoel chega ao Coronel diz que morreram quatro vacas, porém o Coronel diz que as que morreram seriam o pagamento dele. Nos perguntamos se isso não é uma demonstração de luta de classes? O coronel, homem que percebemos ser dono de muitas terras e com o poder político maior não o vê perdendo nem um pouco do seu dinheiro, muito pelo contrário, percebemos que quanto mais ele tem mais ele quer, ao mesmo tempo tomamos conhecimento que devido sua influência é capaz de fazer qualquer coisa para defender o que acha certo e ter o que seria seu.

O Coronel acaba dando umas chicotadas do vaqueiro Manoel, que por fim acaba revidando e o matando a facão, alguns vão atrás dele, sua mãe acaba sendo morta no meio da perseguição e para não ter mais problemas de pessoas correndo atrás dele para vingar a morte do Coronel, Manoel acaba fugindo com sua esposa pelo sertão.

Após esse acontecimento, Manoel leva sua esposa para se juntar as pessoas que ouvem e seguem Sebastião, um beato que não é muito de falar sobre outros assuntos que não seja Deus, Santos e os seus milagres. No caminho de pedras,Manoel e Rosa discutem e Manoel leva Rosa ao chão fazendo nos pensar sobre a importância que a religião toma na vida das pessoas
.
Com a narrativa do filme acontecendo, vemos por outro lado um grupo de religiosos, ao que parece ser padres discutindo a respeito de Sebastião e a comparando com a Guerra de Canudos, eles encomendam um matador de aluguel para matar Sebastião e esse acaba aceitando depois que o padre oferece muito dinheiro a ele.

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Nesse tempo narrado, vemos vários temas que poderia ser analisado, um deles é a postura do Coronel, do Sebastião e da Igreja Católica. Os três acabam representando de maneira separada um poder de Estado e político na região. O coronel citado anteriormente tem o poder e quer tudo para si, percebemos na fala do personagem e na sua atitude que por ser um homem rico e por ter boas influências acaba demonstrando que se pode fazer tudo que lhe convém. Sebastião que apela pelo lado religioso não deixa de ser diferente, vemos como é seu poder através dos fiéis que a todo tempo nos é passado como pessoas atentas ao beato, ele por sua vez acaba se tornando dono da situação e tomando partida do que acha que deveria ser certo ou não para entrarem ao céu e conhecer um suposto paraíso. A Igreja Católica por perceber que o poder de ter pessoas do beato é grande acaba contratando um matador de aluguel que no primeiro instante não aceita matar pois ele mesmo diz que talvez acredite mesmo no poder do beato, porém quando a Igreja dobra o valor do dinheiro para conseguir o que quer esse acaba aceitando. Nos perguntamos até onde vai o gosto pelo poder e pelo dinheiro.

Outra questão que vemos também é a religiosidade que a todo momento está em relevância. Sebastião acha que tem a missão de salvar os outros mais que esses devem antes merecer, seguindo uma série de rituais como a que Manoel acaba fazendo, andar com uma pedra na cabeça por distâncias. Até onde vai a fé das pessoas? O filósofo Karl Marx diz em 1844 que a religião é o ópio do povo e ele não estaria certo devido a tudo que nos é passado no filme? Percebemos que as pessoas que seguem Sebastião são justamente as que não tem poder nenhum e que chegam a passar fome.

Começam a acreditar em Sebastião porque sonham com a vida melhor, acabam alimentando uma incerteza, pois além de sentirem bem acreditam que todo o sofrimento vai acabar. A religião no filme se torna importante porque vemos que as pessoas precisam acreditar em algo para fazer as coisas, Manoel nunca teria seguido os fiéis se naquele momento não estivesse passando pela dificuldade que estava naquele momento.

A necessidade de uma crença fez aquele povo acreditar que algo melhor viria, é uma fé que vemos que faz as pessoas se sentirem melhor com elas mesmo, Manoel mesmo passando por todas as dificuldades que teve de passar para supostamente ser perdoado por um deus, se sente menos cheio de culpa. As pessoas passando por momentos complicados como a seca e a fome acabam aceitando qualquer coisa que lhes convém, no caso do filme vemos que para elas convém acreditar em um mundo melhor e fácil, que seria o mundo que Sebastião tanto fala existir atrás das montanhas.

Outro ponto importante é a questão da mulher no filme, Rosa esposa de Manoel está muito presente na maioria das cenas, porém de maneira muito relevante. Ela é contra o marido de ir com Sebastião mas a todo momento vemos que ela o acompanha mesmo dizendo que aquilo seria uma ilusão. Existe uma oposição de emoção e razão no filme, por um lado vemos que quem deveria ir para o lado da razão provavelmente seria o homem, ou seja Manoel, mas isso não acaba acontecendo pois Manoel está totalmente iludido pela religião, seu lado emocional acaba sendo mais forte, a todo momento ele está acreditando em algum milagre e que tudo pode dar certo pois Sebastião está com ele, já a Rosa consegue ter um lado mais voltado para a razão, ela consegue ver como Sebastião cega seus seguidores e notamos que ela percebe o real estado da situação até mesmo sobre a seca quando ela diz que do outro lado também é a seca que existe.

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O filme volta ter um ápice novamente quando Manoel e Sebastião matam uma criancinha acreditando que aquilo vai fazer de Manoel uma pessoa melhor. Rosa que está deitada no chão é quem vai tomar a importante decisão, ela mata Sebastião.

Uma série de acontecimentos acontecem a partir desse momento, pois é quando o matador encomendado pela igreja chega e mata boa parte dos fiéis, deixando apenas o casal vivo para se dizer que eles estão vivos para contarem história. Porém Manoel consegue encontrar outros fieis e toma um inicio de se vingar do acontecimento.
Existe uma parte irônica no filme que é quando eles invadem uma casa e estupram a noiva do Coronel da cidade, e quando eles acreditam matar porque estariam não deixando o pobre morrer de fome. Isso acontece porque Manoel e Rosa vagando pelo deserto depois do acontecimento trágico, encontram Corisco que acredita trabalhar com um lampião que está vivo dentro dele.

Percebemos a todo momento que existe uma dualidade nos personagens, como se em todos eles existisse o Deus e o Diabo ao mesmo tempo, eles possuem um tipo de bondade e um tipo de amor mas ao mesmo tempo eles são capazes de matar, estuprar e se vingar de algo que eles mesmo não sabem exatamente o que é, uma linha tênue entre o bem e o mal.

Outro fator importante descrito um pouco anteriormente é a questão do que se passa no que seria o sertão. A cidade é vista como centro de um comércio, comida e animais todos expostos já o sertão é como uma imensidão perdida sem ponto de entrada e saída.

Existe também um ponto importante a ser levantado que é a questão do amor/ amizade feita entre as duas personagens feminina no filme. Quando vemos Dadá, mulher de Corisco, percebemos nela uma profunda imensidão de sentimentos, nos perguntamos se a Rosa entende o que ela passa ou seria apenas uma demonstração de afeto.

O final acaba se tornando um pouco confuso, principalmente quando sozinhos na colina Rosa e Corisco se beijam, um beijo brutal que fica estranho aos nossos olhos. Depois de perceberem que todos estão meio que em uma situação sem saída, já que eles perderam totalmente o controle de tudo e estão prestes a morrer mesmo,

Manoel vira para Rosa e pergunta se ficará ou irá embora e ela responde que está com ele para viver.

Antes de Corrisco morrer ele diz que mais forte são os poderes do povo, seria essa uma verdade? visto que ele acreditava estar com o poder do povo e acaba morrendo e tendo a cabeça cortada. Rosa e Manoel correm pelo sertão, Rosa cai enquanto Manoel continua correndo, o narrador começa a cantar uma música que diz que o sertão vai virar mar e o mar vai virar sertão, que assim mal dividida a terra há de errar que a terra é do homem não é de Deus nem do Diabo.
O filme acaba mostrando o mar, seria essa uma representação da mudança do personagem?

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

O que a meditação pode te ensinar

 foto: arquivo pessoal 


Com origem  em tradições orientais, como o yoga e budismo, a meditação  busca treinar nossa atenção e foco, além de nos oferecer  uma capacidade natural de consciência e sintonizar mudanças positivas na vida.
A meditação,vem sendo usada e explorada pela ciência com o intuito de aumentar o bem- estar e diminuir o estresse, ansiedade e outras doenças. Meditar que significa “tratar ou curar” é também uma forma de aumentar nossa vitalidade e experiências com a mente e alma, criando uma conexão com a riqueza da vida e o ser.
Com a meditação aprendi a:

Ter pensamentos positivos:
Sempre tive ótimos pensamentos, graças ao meu pai que sempre influenciou, porém depois da meditação esses pensamentos afloraram mais e mais. É como se você percebesse que problemas e conflitos podem ser solucionados de forma simples e sem causar danos.

Eliminar a ansiedade:
Sempre fui ansiosa desde que me lembre. Com a meditação, acredite, eu conseguir me manter tranquila, em paz  e  aceitar as coisas, que eu não poderia mudar, que acontecia ao meu redor.

Observar, pensar antes de falar e silenciar:
Observadora meio que sempre fui, porém devido a ansiedade sempre falei o que vinha a minha mente. Hoje eu continuo observadora, mas melhorei muito no quesito de falar, preocupo agora se a pessoa vai entender diferente do quero dizer, se a pessoa não vai ficar chateada ou mesmo se é o certo dar opinião no momento.

Ser feliz nos pequenos momentos da vida:
Acho incrível ver uma semente germinar, uma planta crescer, um passarinho construindo seu ninho. Pequenos momentos que passam nos mostrar como somos seres incríveis e como esse universo grandioso é maravilhoso.

Fiquei mais consciente do que estava comendo.
Além de notar cada sabor nas mordidinhas, consegui sentir que não me agradava  mais alguns alimentos que causavam mau ao meu corpo. Procurei experimentar alimentos naturais e orgânicos e acabei apaixonando por eles.

Colocar-se no lugar do outro:
Não podemos controlar a atitude do próximo, principalmente porque em maioria nem os próprios conseguem, mas que somos nós para julgar a atitude e a força do outro? Colocar-se no lugar do outro é ter empatia e humanizar-se.

Perdoar:
Perdoar não quer dizer dar uma segunda chance, porque para isso você também deve sentir. Perdoar é perceber que como seres imperfeitos,  o outro erra mas nós também erramos e perdoar é uma forma de ser livre e ter paz consigo mesmo.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Do filme a realidade: Fragmentos de todos os ‘eus’ que nos tornamos


Fragmentado é um filme de 2017, com direção de M. Night Shyamalan. O filme   narra a história de um homem chamado Kevin, possuidor de 23 personalidades, cada uma diferente da outra, e que consegue alterna-las de acordo com o que vai vivendo.  

Como o  próprio título do filme já diz, se trata de uma filme com vários fragmentos que juntos formam a narrativa. Vemos partes quando ele muda de personalidade, quando a garota lembra de infância e ao mesmo tempo está vivendo uma situação delicada e fragmentos expostos em apenas uma personalidade.

A narrativa, começa a tomar um mistério logo no início quando Kevin sequestra três garotas que se encontram no estacionamento depois de comemorarem o aniversário de uma delas. Primeiro ele consegue fazer com que as duas desmaie para depois a outra, que até então só leva importância quando tenta fugir abrindo a maçaneta do carro.  
Vivendo em cativeiro, as garotas se assustam com as mudanças de personalidades de Kevin, elas tentam escapar diversas vezes e com isso cada uma vai para um quarto diferente.

Casey, se destaca como uma pessoa diferente desde início do filme, ela que ao que parece não gosta de se enturmar consegue sobreviver até o final usando artifícios de persuadir o sequestrador com várias personalidades. No primeiro momento do filme, notamos uma festa de aniversário, Casey não comemora tanto quanto as amigas de classe parecem comemorar. Sempre vista em seu canto, até mesmo quando raptada ela consegue unir coisas que estão acontecendo no presente, como o sequestro, e associar isso ao passado quando o pai a levava para caçar.

Notamos que quando Casey consegue entender um pouco o acontecimento, ela leva lições que o pai e o tio a teria ensinado. Atenta aos detalhes de Kevin ela consegue ter uma pequena idéia da situação, de suas personalidades e do que estaria acontecendo.  

As amigas, sempre vemos assustadas, uma reação que seria comum em qualquer pessoa, mas existe um momento específico e que se torna relevante, quando Kevin fere uma delas, ele diz que ela nunca sofreu de verdade na vida, como ela nunca ter tido algo para traumatizar. Nos perguntamos se ele tivesse dito isso a Casey, ela entenderia algo a mais do que simples palavras?  

Uma doutora também aparece no filme, no começo não entendemos bem quem é ela, mas logo vemos que se trata de um tipo de psicóloga que gosta de tratar pessoas com várias personalidades, acreditando que talvez eles sejam mais evoluídas. A Dra. Karen Fletcher, a todo momento parece saber com o que está lidando e quais riscos está se colocando. Vemos lágrimas no seu rosto a cada descoberta que ela faz sobre as identidades de Kevin. Teria ela visto ou sofrido algo semelhante ou apenas uma emoção vendo a maneira como o outro sofre?  

No final do filme, quando Dra. Karen chega na casa do personagem, vemos que existe compaixão e lágrimas em sua fisionomia e olhar, teria ela se dado conta do risco que estaria correndo? Visto que talvez, ela já tinha conhecimento de todo o plano, antes mesmo da personalidade do Kevin desabafar, ela pedir para ir ao banheiro e notar as três portas onde estariam as vítimas.


Sabemos que o filme se trata das personalidades de Kevin, assim como sabemos que ao que parece ele não tem controle sobre elas. Ao mesmo tempo que ele está de bem com a vida sendo uma criança de nove anos, ele pode transformar em uma mulher ou mesmo em um adolescente. Ao levarmos o filme para nossa realidade, não seria um espelho de quem somos?  

Existem dias que acordamos crianças, e outros que temos sensações de sermos adultos, tudo existente em apenas uma pessoa, óbvio que destacamos que o caso de Kevin se trata de uma doença, porém vemos que o filme afirma que todos nós somos assim, e que talvez esses casos sejam de pessoas mais evoluídas visto que não conseguem esconder dos outros quem são e nos momentos que são.  

Notamos que o personagem Kevin, vivencia isso após, ao que parece ter sofrido, um drama em sua vida. Não seríamos todos assim? Quando passamos por algo, mudamos nossa maneira de ser, às vezes aprendemos e nos modificamos. Com algo trágico temos o poder de criar outros personagens dentro do cérebro e com isso superar acontecimentos.
Kevin, cria os personagens porque acredita que aquilo o dará a liberdade e o protegerá quando algo vier a tona. No filme não fica claro o acontecimento que o deixou nesse estado, porém sabemos que aconteceu.  


Ao mesmo tempo que vemos Casey viver com as lembranças  da infância, vemos que Kevin sobrevive inconsciente com as dele, porém cada um de maneiras diferentes. Se por um lado Casey apronta na sala para ser mandada em detenção e só então ficar sozinha, por outro vemos que Kevin assume várias personalidades. Haveria esse um motivo de Casey tentar ser toda paciente e fugir da situação? Ela consegue entender tudo que se passa e mantém a calma, vemos medo em seu rosto, mas vemos coragem em suas atitudes. Os dois personagens já sofreram um drama na vida, porém cada um soube fugir do problema de maneira diferente e revelar maneiras de viver a situação.  

O diretor consegue trabalhar muito bem, assim como a cenografia trouxe uma emoção e um arrepio, nos fazendo sentir que estávamos presos juntos as meninas. A direção de arte é maravilhosa, tanto o figurino como as cores, elas combinam com cada personagem do Kevin como também com as situações. Se por um lado ele é estilista, ele está na casa toda arrumada, se por outro ele é jovem vemos que está no seu quarto cheio de desenhos pregados na parede.  

Vemos que no lugar não existem janelas, a única que vemos é quando Kevin mostra que a janela que ele dizia era apenas um desenho, seria esse um jeito de dizer que vivia preso por medo dele mesmo, ou então por ter uma rejeição a ajudas? Visto que a psicóloga a todo momento está pronta a ajudá-lo, mas propositalmente ele acaba desvencilhando da situação em que é oferecida.  

Temos em Kevin, passagens da vida que todos nós passamos, a infância tendo sua inocência, curiosidade e a sabedoria de obedecer alguém mais velho, a juventude, uma fase se experimentar coisas novas, como ele mesmo afirma nunca ter beijado uma garota, a profissional que seria ele estilista, empolgado e confiante em si mesmo, a mulher que seria uma parte misteriosa, e o religioso, quando ele coloca Casey de volta ao quarto parecendo um budista.  Kevin, é uma mistura de várias personagens, não as escondendo e sim as revelando de maneira que elas possam existir mesmo.  

A incerteza está no filme o tempo todo, não sabemos se as garotas sairiam vivas, se a psicóloga conseguiria ajudar o personagem e principalmente qual seria o destino final dele, visto que ele era vários personagens dentro de um, e qual seria então o único, afinal de contas? O que criou todas as peças para proteger do drama sofrido, e que agora perdia o controle sobre si mesmo, ou um dos que foram criados?

Podemos dizer que o filme é mais um drama do que um terror. A doença faz que o personagem seja narrada ao mesmo tempo mocinho e vilão. Se nos primeiros momentos ficamos com raiva porque ele sequestra e assusta as meninas por outro tomamos consciência que ele não tem o controle quando está assumindo os outros personagens.

Kevin, é autor e personagem do que ele mesmo cria em sua mente, o que ele sente e o que se torna está sem controle, não vemos um jeito de escapar disso, visto que quando está com a psicóloga ele mesmo se tranca de uma forma a não querer liberar os fatos de sua vida.   

Ao longo do filme vamos tendo consciência que a besta é ele mesmo, ele cria mais um personagem para se proteger. Em suas falas finais vemos que ele diz “somos o que acreditamos ser”, e não seria essa uma realidade?  Ele acreditava ser a besta e se tornou, do mesmo modo que acreditava-se ser todos os outros personagens.

O filme me surpreendeu, primeiro por ser o primeiro gênero de terror que eu quisesse que as coisas acontecessem, segundo porque, além do final surpreendente, nos damos conta de uma doença, que até então era meio obscura de entender quando é estudada em escolas ou casos jornalísticos, terceiro por ensinar que a única maneira de sair ileso de uma situação, séria como na caça, calma, paciência e observar detalhes, por quarto, e último, por reforçar a idéia que somos o que acreditamos ser, e ninguém pode impedir isso, assim como a psicóloga não conseguiu.